Montagem completa é uma das raras deste ano no país; consagrado na Europa, Marcelo Cardoso Gama dirige primeira ópera no Brasil
O Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos”, instituição vinculada ao Governo de São Paulo, estreia oficialmente sua produção de óperas a partir deste mês com a apresentação de “Dido e Enéias”, de Henry Purcell. A ópera será apresentada nos dias 10 e 11 de dezembro, no teatro “Procópio Ferreira”, e marca a instauração do Departamento de Óperas na escola de música, canto, luteria e artes cênicas. A montagem de “Dido e Enéias” envolve o Coro e a Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí. A direção musical é do maestro Rodrigo de Carvalho e a preparação do coro do regente Cadmo Fausto. O diretor cênico Marcelo Cardoso Gama, que atua há uma década na Europa, assina sua primeira produção no Brasil. A rainha Dido, um dos personagens título, será interpretada pela soprano Laura de Souza, que tem atuado em óperas no Brasil e no exterior. Os demais solistas serão Leonardo Neiva (Enéias), Rosemeire Moreira (Belinda), Helder Savir (Feiticeira), Dannilu (Bruxa 1), Marcos Baldini (Bruxa 2), Fábio Diniz (Marinheiro) e Veruska Wilke (Mulher). A ópera de Henry Purcell, cuja efeméride dos 350 anos de nascimento se comemora este ano, foi composta em 1689. Com libreto de Nahum Tate, Dido e Enéias deve muito à tradição das masques cortesãs. Usualmente apresentada em um único ato, a ópera tem cerca de uma hora de duração e conta a história da paixão de Dido, rainha de Cartago, por Enéias, príncipe troiano, que tendo conseguido escapar de Tróia com alguns cidadãos é obrigado a atracar os seus barcos na cidade de Cartago depois de um naufrágio. Na concepção do diretor cênico Marcelo Cardoso Gama, a ópera enfatiza menos o romance e mais a dimensão política da história da rainha Dido. “Penso ética como um assunto fascinante que, por si só, desperta amor. Se olharmos a ópera apenas como algo romântico, não passará de mais uma história de amor, será banalidade”, iniciou ele. “Vejo, mais do que isso. Vejo uma governante que tem amor por seu povo e se sacrifica por ele, algo raro nas personalidades políticas. Dido tem noções éticas muito claras e o comportamento ético consiste no conjunto de ações em busca de um ideal desejado e não na passiva obediência”, disse ele. Além de enfatizar aspectos poucos explorados em “Dido e Enéias”, Cardoso Gama opta por elementos visuais que contam a história de forma direta e objetiva. “O que me interessa é que a comunicação com o público seja clara. Elegemos elementos marcantes e, a eles, acrescentei um prólogo falado, uma forma particular de trabalhar”, comentou. Departamento de Óperas A apresentação de “Dido e Enéias” marca a instauração de um Departamento de Óperas no Conservatório de Tatuí. A partir da união de diferentes áreas da instituição – entre elas a de cordas, sopros, canto, performance histórica e artes cênicas -, serão produzidas óperas anuais. No ano de 2010, serão duas produções, a serem apresentadas nos dias 2, 3 e 4 de julho e 10 e 11 de dezembro. “Implantaremos no Conservatório de Tatuí um departamento nos moldes das instituições européias. Não pretendemos competir com grandes produções, mas instaurar um núcleo. Há um interesse artístico mas, principalmente, pedagógico: criaremos uma estrutura no universo de montagem de ópera unindo o corpo discente e docente a convidados experientes, como o experimentado diretor e os solistas. Eles trarão grandes contribuições ao Conservatório de Tatuí”, destacou o assessor pedagógico Antonio Ribeiro. Em “Dido e Enéias”, todo o cenário, figurino e maquiagem estão a cargo de profissionais do Conservatório de Tatuí. O cenário de “Dido e Enéias” – que transportará para o palco do Teatro Procópio Ferreira um caminhão de areia – é de Jaime Pinheiro. O figurino é assinado por Carlos Alberto Agostinho e Lázaro Catel. A maquiagem é de Dalila Ribeiro, a iluminação é de Marcos Caresia e a assistência de direção é de Juliano Casimiro. A primeira montagem do gênero no Conservatório de Tatuí vem sendo produzido há dois meses. Solistas, coro e orquestra ensaiam em Tatuí e em São Paulo. A apresentação terá, ainda, níveis de detalhamento que merecem destaque, como a participação do teorbista Guilherme de Camargo e a utilização de legendas ao vivo. SERVIÇO DIDO E ENÉIAS Coro e Orquestra do Conservatório de Tatuí Marcelo Cardoso Gama, diretor cênico Rodrigo de Carvalho, diretor musical Cadmo Fausto, preparador do coro Dias 10 e 11 de Dezembro – 20h30 Teatro Procópio Ferreira Rua São Bento, 415 – Tatuí-SP Ingressos: R$ 10 (R$ 5 idosos, estudantes e aposentados) Informações: 15 32514311 Marcelo Cardoso Gama Diretor Cênico Radicado na Europa desde 1991, desenvolve seu trabalho como diretor cênico principalmente na Alemanha e na Áustria. Além de dirigir óperas em Viena, Rheinsberg, Osnabrück e Frankfurt, é também o autor dos espetáculos por ele dirigidos nas Óperas de Hannover e de Stuttgart. Entre seus últimos trabalhos destacam-se “Uma Brisa”, de Mauricio Kagel, uma açãoteatral para 111 ciclistas apresentada na abertura do Festival der Regionen em Linz; e a ópera “Coragem Civil”, cuja apresentação ao ar livre contou com quase cem participantes dos coros da Ópera de Stuttgart no verão de 2009. A obra, escrita em parceria com o compositor Gordon Kampe é o resultado de sua bolsa como artist-in-residence da Akademie Schloss Solitude e teve seu processo de trabalho filmado pelo canal de televisão alemão Deutsche Welle, que transmitiu mundialmente o resultado no dia 19 de agosto deste ano. Para as comemorações de abertura da Copa do Mundo em junho de 2010 foi convidado pelo Governo do Estado de Baden-Wüttemberg a criar um espetáculo com jovens carentes na cidade de Durban, na África do Sul. Foi bolsista da Fundação Deutsche Bank (Akademie Musiktheater-heute), ator e músico em mais de 40 produções teatrais e operísticas de importantes teatros europeus dentre os quais se destacam o Salzburger Festspiele e a Wiener Festwochen. Estudou musicologia na Universidade de Viena, piano na USP e no Conservatório de Tupã. Diretor Musical Iniciou seus estudos musicais no Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos”, de Tatuí, e recebeu seu diploma - summa cum laude - em regência orquestral pela Academia de Música “Ferenc Liszt” de Budapeste, onde estudou com Ervin Lukács, como bolsista da Fundação VITAE. Logo após, concluiu pós-graduação com Leopold Hager na Universidade de Música e Artes Performáticas de Viena. Atuou ativamente em masterclasses com renomados maestros como Kurt Masur, Neeme Järvi, Bernard Haitink, Rudolf Barshai e Jorma Panula e participou dos principais concursos internacionais de regência orquestral realizados na França, Alemanha, Estados Unidos, México, Espanha, Dinamarca, Finlândia, Croácia e Polônia, sempre com entusiasmadas críticas do público em geral. Dedicado à divulgação do repertório escrito no século XX, assim como peças do repertório tradicional raramente apresentadas, Rodrigo de Carvalho tem sido responsável por inúmeras primeiras audições pelos palcos onde se apresenta. No campo da ópera, foi responsável pela estréia paulistana de “O Castelo do Barba-Azul”, de B. Bartók, além das estréias brasileiras de “O Urso” de W. Walton e “Palestra sobre Pássaros Aquáticos”, de D. Argento. Como regente associado da Orquestra Sinfônica de Szombathely, Hungria, Rodrigo de Carvalho realizou turnê por 15 cidades húngaras com a ópera “O Empresário”, de Mozart. Desde agosto de 2007 é o regente assistente da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, onde atualmente responde pela direção artística e administrativa do conjunto; e como principal regente convidado da Orquestra Sinfônica MÁV de Budapeste, se apresentará em quatro diferentes concertos nessa temporada. Como regente convidado, Rodrigo de Carvalho já se apresentou com diversas orquestras brasileiras, entre elas a Orquestra Sinfônica Brasileira, Filarmônica do Amazonas, Sinfônica de Campinas e da Paraíba e Orquestra de Câmara da Osesp. CADMO FAUSTO Preparador do Coro Iniciou atividades musicais aos oito anos de idade, ao piano. Teve como professores Fábio Luz, Homero Magalhães, Maria José Carrasqueira e Beatriz Reman. Participou de cursos de aperfeiçoamento com os pianistas Felippe Silvestri, Charles Dobler, Regina Luponni e Magdalena Tagliaferro, por quem foi convidado a continuar os estudos pianísticos em Paris. Premiado em diferentes concursos de piano, estudou no Conservatório de Tatuí, Escola Municipal de Música de São Paulo (na classe de composição de Osvaldo Lacerda) e concluiu bacharelado em piano na Universidade São Judas Tadeu na classe de Maria José Carrasqueira. É mestre em Educação, pela Universidade de Sorocaba. Como regente coral foi assistente do maestro Samuel Kerr. Fez cursos de regência coral com vários regentes internacionais como Henry Leck, Alberto Grau, Carlile Weiss, entre outros. Atualmente, trabalha com coros mistos, feminino, da terceira idade e infantis. Encara o coro como uma forma de musicalização e formação vocal para amadores, tendo como destaques os inúmeros arranjos corais também com a preocupação com o resgate da música popular brasileira, regional e folclórica. Nesse sentido, coordena o Madrigal Universitário e Terceira Idade da Uniso (Universidade de Sorocaba) – onde é professor titular - e desenvolve trabalhos profissionais junto aos coros “Cantares”, “Coral Saúde na PUC Sorocaba”, “Coral Infantil do Colégio Anglo” e “Coral do Colégio Dom Aguirre”. É regente do Coro do Conservatório de Tatuí – com o qual conquistou o bicampeonato no Mapa Cultural Paulista, categoria canto coral. Também detém a coordenadoria da área de canto e coral do Conservatório de Tatuí. LAURA DE SOUZA Dido Soprano de trajetória internacional, estudou em Hamburgo, Paris e Munique. Obteve o Primeiro Grande Prêmio no Concurso Internacional de Canto do Rio de Janeiro. Integrou o elenco estável do Staatstheater Kassel e do Deutsches Nationalteather Weimar – Alemanha - e atuou em teatros tais como Aalborg Theater - Dinamarca, Bolshoi Theater Minsk - Bielorússia, Openair Opera Festival - Hamburgo, Kloster Maulbronn, Filarmonia de Colônia, Deutsches Theater München, Filarmonia de Berlim, Nationaltheater Mannheim - Alemanha e nos principais teatros do Brasil. Seus principais papéis são Tosca, Madama Butterfly, Suor Angélica, Sieglinde, Elisabeth, Ariadne, Leonora e Aida, entre outros. Realizou em 2005 a estréia latino-americana de Erwartung, de A. Schoenberg no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Participou do Festival de Inverno de Campos de Jordão, Brazil Arts Festival em Tempe, Latin Arts and Music Festival, Mount Pleasant - EUA, Rheinisches Musikfest em Bonn e Dresdner Musikfestspiele - Alemanha. LEONARDO NEIVA Enéias Iniciou seus estudos com Francisco Frias, recentemente, estudou com Ernesto Palacio na Itália e trabalha seu repertório com Ricardo Balestero no Brasil. Possui versatilidade nos papéis do repertório sinfônico e operístico. Já interpretou papéis importantes como: Fígaro - Il Barbiere di Siviglia, Don Giovanni - Don Giovanni, Zurga - Les Pecheurs de Perles, Lê Grand Prêtre de Dagon – Samson et Dalila , Dandini – La Cenerentola, Wozzeck – Wozzeck, Musiklerer - Ariadne auf Naxos entre outros, além do repertório de concerto. Ganhou o “Prêmio Revelação” no Concurso de Canto do Festival Carlos Gomes, segundo lugar e o Prêmio de “Melhor Canção” no Concurso Internacional Bidu Sayão. No Brasil já atuou com as principais orquestras, e maestros. Na Europa cantou em concertos, recitais e óperas na Espanha e Portugal. Dentre os trabalhos estão: Carmina Burana, Wozzeck e Il Segreto di Susanna. Em 2008, obteve excelente crítica ao cantar o papel do Sumo Sacerdote na ópera Sansão e Dalila, no Theatro Municipal de São Paulo. Neste ano de 2009, estreeou cantando com a OSESP, no papel de Ford, a ópera Falstaff (Verdi) e ganhou o XII Prêmio Carlos Gomes de melhor solista masculino. ROSEMEIRE MOREIRA Belinda Graduou-se em Canto pelo Instituto de Artes (UNESP). Em 1999 concluiu o curso de pós-graduação pela Royal Academy of Music (Londres), com especialização em Música de Câmara, tendo como professores Ian Partridge (canto) e Jonathan Papp (correpetição). Atualmente segue seus estudos sob orientação de Ricardo Ballestero. Nos últimos anos atuou como solista em diversas obras como o ciclo de Cantatas Membra Jesu Nostri de D. Buxtehude; Magnificat e Missa em Si menor de J.S. Bach; Requiem do Pe. José Maurício Nunes Garcia com apresentações no Brasil e no exterior. Em 1999 venceu o V Concurso de Interpretação da Canção de Câmara Brasileira. Participou da montagem da ópera L’Orfeo de C. Monteverdi do Teatro Municipal de São Paulo destacando- se no papel de Ninfa. Também atuou nas obras Dixit Dominus de G.F. Haendel; Cantatas BWV 39 e 131 de J.S. Bach e no Oratório Jephte de Giacomo Carissimi. Em 2007 gravou o CD de Modinhas e Lundus dos sécs. XVIII e XIX (Lundu de Marruá) junto ao grupo Lira d’ Orfeo a convite do selo Paulus. Suas mais recentes atuações foram no papel de Belinda na ópera Dido e Enéas sob direção cênica de Antônio Araújo e direção musical de Tiago Pinheiro. Em continuidade ao seu trabalho de divulgação da música luso-brasileira dos séculos XVIII e XIX, apresentou-se no Palácio da Embaixada Brasileira em Buenos Aires executando árias de ópera e música sacra deste período sob direção de Ricardo Bernardes. Ainda em 2008 apresentou-se na Real Fabrica de Tapices em Madrid e em 2009 apresentou- se em Paris (Salle Gaveau) e Lisboa (Academia das Ciências) pela Temporada Gulbenkian de Música, junto ao Grupo Vox Brasiliensis sob direção de Ricardo Kanji. Sua mais recente atuação foi no Messiah de G. F. Haendel em versão mozartiana, sob regência de Juliano Susuki. HELDER SAVIR Feiticeira Natural de Fortaleza (CE), integra o Coral Paulistano do Theatro Municipal de São Paulo. Participou de vários concertos no Rio de Janeiro, São Paulo e cidades históricas de Minas Gerais com repertório do período Colonial Brasileiro, tendo no mercado fonográfico seis Cd's com os grupos dos quais participou, levando esse mesmo repertório para Roma, Vaticano, Napole e Firenze. Em 2006 destacou-se na montagem da ópera Orfeu, de Monteverdi, no Theatro Municipal de São Paulo, concerto coro e solista de compositores ingleses, Satabat Mater de Carissimi. Em 2007 atuou nas cantatas 39 e 161 de Bach, trechos de L'incoronazione di Popea, Stabat Mater de Vivaldi, Carmina Burana em Bogotá (Colômbia). Em 2008, A Criação de Haydn Bogotá (Colombia), A Historia de Jó (Buxtehude), Salmo Chichester nº 2 (Leonard Bernstein) e mais duas temporadas de Dido e Eneas (Henry Purcell). Em 2009 está envolvido no projeto de gravação de CD e DVD de polifonia sacra. Apresentou-se também como solista do Dixit Dominus de Handel no Theatro Municipal de São Paulo, Carmina Burana no Rio de Janeiro com músicos da UFRJ e também sob a regência de Rodrigo de Carvalho na Sala São Paulo. DANNILU Bruxa 1 Nascido em São Paulo, é cantor lírico e ator formado pelo Conservatório Artístico e Musical “Bela Bartók”. Estudou ópera-estúdio, canto barroco, canto coral, canto lírico, além de teatro e desenho artístico e publicitário. Já atuou em musicais da Broadway como “Rent”, de Jonathan Larson (1999-2000), “Dê uma chance à Paz!” (Tributo a John Lennon e The Beatles) de Billy Bond (2001-2002), na ópera ‘Rinaldo” de George Friedrich Häendel e, em dezembro de 2007, fez sua estréia no cinema nacional com o longa metragem “Rinha” de Marcelo Galvão, onde interpretou o vilão Garcia. O contratenor estreou no mercado fonográfico com o CD intitulado "A question of honour”. Em junho de 2009 iniciou sua carreira internacional apresentando-se no Castelo de San Gaudenzio, na Itália. Em 2010, receberá da Associazione Culturale "Bartolomeo Colleoni" o Prêmio Ágape por mérito profissional, artístico e de personalidade do ano, e o prêmio da Societé Académique des Arts, Sciences et Lettres, por relevantes serviços prestados ao longo de sua carreira. MARCOS BALDINI Bruxa 2 Iniciou seus estudos de canto no Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos, de Tatuí, no ano de 1998, sendo o primeiro sopranista a ingressar no curso de canto desta instituição. Dentre os mestres de canto e interpretação da Música Barroca destacam-se os professores Marius van Altena (Holanda), Julia Goding (Inglaterra), Ângela Barra, Angelina Ragazzi e Nicolau de Figueiredo (Suíça), o qual o classificou como um legítimo cantor soprano masculino. Devido sua rara diferenciação vocal, o mesmo foi admitido no Curso de Canto Barroco da Boston University (EUA) e Indiana University School of Music (EUA) por possuir, segundo os especialistas destas renomadas universidades, todas as características vocais necessárias para “reavivar”, sem falsificar, a música dos séculos XVI e XVII, composta, exclusivamente, para os cantores “castrati”. Atualmente, tem se destacado pela raridade de seu repertório e por dedicar grande atenção à música vocal barroca escrita para cantores castrati. Nesse universo musical, tem desenvolvido um profundo aprimoramento técnico com a professora Mariana Cioromila (Romênia), além de desenvolver intenso estudo sobre a Interpretação Musicologicamente Informada (HIP – Historically Informed Performance) junto ao professor Pedro Persone (Doutor em Música pela Boston University). Formou-se em Canto Lírico na classe da professora Angelina Colombo Ragazzi e Regência Coral com o professor Cadmo Fausto, ambos pelo CDMCC, de Tatuí. Atualmente, integra o corpo docente do Conservatório de Tatuí e atua como Professor da Área de Canto Coral e Canto Lírico. FÁBIO DINIZ Marinheiro Membro do Coral Paulistano do Theatro Municipal de São Paulo. Desenvolve trabalho de performance atuando em obras corais sinfônicas, operísticas e camerísticas. Como solista, atuou na Missa em sol menor BWV 235 – J. S. Bach; e em O Messias de G. F. Händel, entre outros. Participou como coralista no Coro da Osesp e Coro São Paulo sob regência de Naomi Munakata. Paralelamente segue a graduação no Instituto de Artes da UNESP, no curso de composição e regência. Na área de canto lírico realiza trabalho com a professora Mariana Cioromila. VERUSKA WILKE Mulher Cantora e atriz de teatro musical, é bacharel em canto pela UFMG. Participou de várias peças musicais, dentre elas, o musical "My Fair Lady" no teatro Alfa. Trabalhou em óperas e concertos como cantora do Coral Lírico do teatro Palácio das Artes em Belo Horizonte e em São Paulo no Coro Sinfônico da Osesp. Foi Solista na ópera "Cosi fan Tutti" no teatro Sesi Minas no papel de Dorabella. Entre o trabalho de cantora e atriz participou em coros infantis também como maestrina, como no disco "Amigo", de Milton Nascimento, viajando com este trabalho para diversas partes do mundo. Atualmente mantém seu trabalho de regente em coros adultos e infantil, além de atuar como cantora e chefe de naipe dos sopranos no Coro do Conservatório de Tatuí. GUILHERME DE CAMARGO Teorba Mestre em musicologia pela Universidade de São Paulo, onde se graduou também bacharel em violão erudito. Vem-se destacando como um dos mais importantes instrumentistas de cordas dedilhadas antigas do Brasil, realizando um trabalho pioneiro e empreendedor, levando às salas de concerto do Brasil e do exterior a música para alaúde, teorba, guitarra barroca, viola de arame e guitarra romântica. Além do trabalho como solista, realiza concertos junto às mais conceituadas formações brasileiras, como a Osesp, o Coro da Osesp, a Osusp, o Coral Paulistano, a Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, entre outras. Vem atuando como arranjador e produtor musical, dono de uma discografia que inclui oito Cd´s, com destaque para o grupo Novo Ovo Novo, que propõe, através de arranjos ousados, uma releitura contemporânea do repertório dos séculos XII a XIX. Com este grupo lançou em 2008 o Cd “Velho Mundo Novo”, e em 2009 o Cd “Novo Ovo Novo”, dedicado ao repertório ibérico. Entre agosto e dezembro de 2009 gravará mais dois Cds, dedicados ao repertório brasileiro e ao registro integral do “l’Estro Armonico”, de Vivaldi. Como professor tem praticado pela primeira vez no Brasil o ensino em alto nível dos instrumentos de cordas dedilhadas antigas, atuando junto a conceituadas escolas e em cursos de férias, como a Oficina de Música de Curitiba e o Festival Internacional de Juiz de Fora. Realiza também workshops e palestras em diversos estados brasileiros, levando a todo o país o ainda desconhecido universo das cordas dedilhadas antigas. KARIN UZUN Pianista Correpetidora Monitora da Orquestra Experimental de Repertório do Theatro Municipal de São Paulo, sob regência de Jamil Maluf, desde maio/2002. Iniciou seus estudos aos seis anos, e desde cedo já alcançou premiação em Concursos de Piano – aos 8 anos ganhou o 1º lugar; aos 16, prêmio “Melhor Intérprete de Villa-Lobos”. Em 2008 ganhou o Prêmio “Melhor Pianista Acompanhador” no VII Concurso de Interpretação da Canção de Câmara Brasileira de São Paulo. Natural de Ribeirão Preto, formou-se no curso técnico de piano e logo ingressou na correpetição operística e sinfônica (acompanha cantores e instrumentistas), além de tocar em aulas de balé e coreografias. Trabalhou sob a batuta dos maestros Sílvio Barbato, Tullio Colacioppo, John Nechling, Luís Fernando Malheiro, Cláudio Cruz, Roberto Minczuk, Ira Levin, José Maria Florêncio, Rodrigo de Carvalho, João Carlos Martins, Carlos Moreno, entre outros. Além de pianista, também leciona canto, com a técnica vocal de Leilah Farah, com quem adquiriu seu conhecimento por 7 anos. Também trabalha na Concertato, projetando legendas nas produções de ópera. Atualmente, é conhecida no meio musical como uma “orquestra portátil”, por seu toque cheio e denso, substituindo com presteza, uma “orquestra de verdade”, além da expressividade em cada nota tocada, e o ajuste perfeito com o canto, proporcionando ao cantor e (ou) instrumentista, liberdade para expressar-se, na certeza de ser bem acompanhado. |